GARRETT, Almeida, Porto, 1799 – Lisboa, 1854

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Biografia de Almeida Garrett

A 4 de Fevereiro de 1799, nasceu no Porto João Baptista da Silva Leitão,filho de pais burgueses - António Bernardo da Silva , descendente de" nobres irlandeses" que motivou o nosso poeta a adotar os apelidos Garrett( lê-se "Garrette") e Ana Augusta de Almeida Leitão, de onde também adota o apelido "Almeida" em 1818.

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Viveu a sua infância no Porto onde o pai era funcionário superior da alfândega,nas Quintas do Castelo e do Sardão ( margem esquerda do Douro),num meio abastado rodeado de cuidados de criados e em contato com a natureza, a este repeito disse:" a vida que ali vivíamos ficou sendo sempre para mim o tipo da vida feliz, da única vida natural neste mundo". Com as invasões francesas de 1807 a 1811 emigraram para os Açores onde a família tinha parentes e a educação do jovem Garrett foi remetida para o seu tio D. Frei Alexandre da Sagrada Familia, Bispo de Angra do Heroísmo,recebeu uma formação clássica, estudou os clássicos gregos e latinos no entanto o seu temperamento apaixonado e irrequieto levaram-o a partir para Coimbra, em 1816 para estudar Direito na Universidade.

Em 1817, abandona as leis e inscreve-se, simultaneamente, em Matemática e em Filosofia. Regressa, porém, e a instâncias paternas, ao curso jurídico.

Em 1820, inicia a sua vida de dramaturgo, nos teatro estudantis de Coimbra. A 30 de Julho, obtém o grau de bacharel.

Defensor de ideias revolucionárias e liberais, Garrett tornou-se Chefe dos estudantes liberais, imprimiu a sua primeira obra "Hino Patriótico" em 1820 e a pedido dos colegas, no ano seguinte compôs a peça "Catão", recorrendo assim ao teatro como meio de atuação cívica e a que recorreu durante o resto da sua vida. Neste mesmo ano publicou um poema didático sobre pintura " O Retrato de Vénus" que foi considerado "Ultrajante" pela censura,valeu-lhe um processo e um julgamento onde acabou por ser absolvido. Em 1821, publicou ainda, um opúsculo em prosa intitulado O dia vinte e quatro de Agosto.

Durante a representação da obra "Catão" em Lisboa conheçeu Luisa Midosi com quem casou dai a poucos meses tinha ela 15 anos, ainda neste ano foi também nomeado Oficial da Secretaria do Estado dos Negócios do Reino, no entanto em 1823 com a Vila-Francada, emigrou para Inglaterra onde entrou em contato com o movimento Romântico,as obras de Byron e Walter Scott influenciaram Garrett que desconbrindo novos temas e uma nova estética aprendeu a conciliar tradição e inovação, a tolerância e o respeito pela liberdade de cada um em que baseará toda a sua atuação politica e a temática das suas obras.

Em 1825 emigrou para França como correspondente de uma casa bancária, e em Paris compôs e publicou " Camões" e "Dona Branca" introduzindo assim o Romântismo em Portugal. Regressou a Portugal em 1826 para fundar e dirigir os jornais "Português" e "O Cronista", cujo conteúdo lhe valeu três meses de prisão. Partiu novamente, para Terceira como soldado de D. PedroVI, aqui colaborou com Mouzinho da Silveira na elaboração das reformas administrativas decretadas pelo Governo Provisório, apesar de todas estas viagens e de cargos exercidos, nunca deixou de escrever "Adozinda" em 1828,Lírica de joão Mínimo" em 1829, "Da Educação"em 1830 e "O arco de Sant´Ana" em 1832.

Em 1829, Garrett publica, em Londres, "A Lírica de João Mínimo"

No fim da Guerra civil, é nomeado Cônsul-geral de Portugal na Bélgica, partindo para Bruxelas onde se afirma como Dandi-atraído pela vida dos salões,pela moda, e obras de Herder,Schiller e Goethe,o seu casamento tambem chega ao fim por esta época e em 1836 regressa e inicia a sua obra de regenerador do teatro nacional, criou o Conservatório Geral de Arte Dramática e Um teatro nacional (Teatro Nacional de D. Maria II),e são apresentadas as obras: Um Auto de Gil Vicente em 1838,D. Filipa de Vilhena em 1840, O Alfageme de Santarém em 1842,Frei Luís de Sousa em 1843 e A sobrinha do Marquês em 1848.

Em 1837, perde o cargo de inspetor geral dos teatros para que tinha sido nomeado em 1836, apaixona-se por Adelaide Deville Pastor, casada com um oficial, de quem teve uma filha ilegítima que não pode legitimar devido a morte prematura de Adelaide Pastor, esta situação terá angustiado Garrett e encontra a sua personificação na personagem "Maria" em " Frei luís de Sousa".

Com Costa Cabral em 1842,emerge um Governo Ditatorial, contra o qual se insurge Garrett servindo-se da Literatura como arma, publica " O Romanceiro" em 1843 e " Viagens na minha terra" em 1846.

Nos seus últimos anos, Garrett perde-se de amores por uma Senhora casada da alta sociedade lisboeta Rosa de Montufar, que inspirou a obra: "Folhas Caídas" de 1853, escandalizando a sociedade da época pela sua descrição explicita desses amores ilícitos. Em 1851, com a Regeneração, Garrett é nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros e recebe o título de Visconde que legou à sua filha, a 9 de Dezembro de 1854, com 55 anos, vitíma de cancro, faleçeu na casa da Rua de Santa Isabel, deixando o romance "Helena" por concluir.


"Frio o sarcasmo saía de meus lábios descorados, e sem dó e sem pudor a todas falei de amor...

Do amor bruto, degradante que no seio palpitante, na espádua nua se acende...

Amor lascivo que ofende, que faz corar...Elas riam e oh, que não, não se ofendiam!"

in:" Folhas Caídas" de Almeida Garrett

Um verdadeiro Romântico, Garrett levou uma vida inconstante tanto a nível profissional, assumindo vários cargos ao longo da sua vida e constantes deslocações, como a nível pessoal, foi um Homem de grandes amores que descreveu o amor, como nunca antes o tinham feito, introduziu o Romantismo em Portugal, foi um Homem dos Teatros e o criador da Prosa Moderna.

Romantismo em Portugal

O Romantismo em Portugal, teve como alicerce a publicação do poema “Camões” , da autoria de Almeida Garrett, em 1825, numa situação de exílio, em Inglaterra, (sendo o poema publicado posteriormente em França), provocada pelos conflitos resultantes da Revolução Francesa e pelos princípios liberais que Garrett defendia. Então, devido ao clima político muito conturbado, este movimento estético teve um maior relevo após 1836, altura em que o combate entre liberais e absolutistas se desvanece.

Como consequência do triunfo liberal, a classe burguesa instaurou-se com maior poder em Portugal, acontecimento que promoveu o romantismo. Pois a burguesia opunha-se à aristocracia. Como a fidalguia era própria da cultura clássica a burguesia tornou-se o público do romantismo. Garrett, através destas circunstâncias, parece ter compreendido a necessidade de existir um novo género de relações entre o escritor romântico e o novo público, isto é, os espectadores do escritor passam a ser o povo e burguesia, e a sua obra a maneira de chegar até este.

De acordo com Garrett, o novo público desejava assuntos sentimentais e assuntos que focassem a recuperação de tradições e de quimeras nacionais, que haviam sido postos de lado pela cultura clássica, ou seja temas que compunham a fisionomia do romantismo. Segundo Garrett, a função do escritor é comunicar ao povo o valor dos ideais e a verdade objectiva, através das sua obras e com a ajuda de temas substanciais, patrióticos e emotivos, assim se caracterizava o movimento romântico.

Foi através da publicação de jornais de caris patriótico e literário, da renovação do teatro em Portugal e da publicação de inúmeros romances que Garrett mobilizou o desenvolvimento do romantismo em Portugal.

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Poema "Este inferno de amar" de Almeida Garrett

Este inferno de amar - como eu amo! -

Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?

Esta chama que alenta e consome,

Que é a vida - e que a vida destrói -

Como é que se veio a atear,

Quando - ai quando se há-de ela apagar?


Eu não sei, não me lembra: o passado,

A outra vida que dantes vivi

Era um sonho talvez... - foi um sonho -

Em que paz tão serena a dormi!

Oh! que doce era aquele sonhar...

Quem me veio, ai de mim! despertar?


Só me lembra que um dia formoso

Eu passei... dava o sol tanta luz!

E os meus olhos, que vagos giravam,

Em seus olhos ardentes os pus.

Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;

Mas nessa hora a viver comecei...

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

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A maturidade poética de Garrett como um autor romântico, chega somente no seu último livro de poemas "Folhas Caídas". Este é um livro em que o poeta consegue libertar-se, finalmente da influência clássica.

Obras de Almeida Garrett

Almeida Garrett publicou várias obras, ao longo da sua vida, de seguida segue-se uma lista das datas de publicação/local da publicação e o nome de cada obra:

Porto, 1820 - Hino Patriótico

Coimbra, 1820 - Proclamações Académicas

Coimbra, 1821 - Ao Corpo Académico

Lisboa, 1821 - O Dia Vinte e Quatro de Agosto

Coimbra, 1821 - O Retrato de Vénus

Lisboa, 1822 - Catão. O Corcunda por Amor

Lisboa, 1823 - Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás

Paris, 1825 - Camões

Paris, 1826 - Dona Branca ou a conquista do Algarve

Paris, 1826 - Bosquejo da História da Poesia e da Língua Portuguesa

Lisboa, 1826 - Carta de Guia para Eleitores

Londres, 1828 - Adozinda

Londres, 1829 - Lírica de João Mínimo

Londres, 1829 - Lealdade ou a Vitória da Terceira

Londres, 1829 - Da Educação

Londres, 1830 - Portugal na Balança da Europa

Londres, 1830 - Elogio Fúnebre de Carlos Infante de Lacerda, Barão de Sabroso

Londres, 1830 - Carta de Múcio Cévola

Lisboa, 1832 - Relatório ao decreto de reorganização da administração pública

Lisboa, 1837 - Manifesto das Cortes Constituintes à Nação

Lisboa, 1837 - Da Formação da Segunda Câmara das Cortes

Lisboa, 1839 - Relatório ao Projecto de Lei da Propriedade Literária

Lisboa, 1840 - Resposta ao Discurso da Coroa

Lisboa, 1841 - Na Discussão da Lei da Décima

Lisboa, 1841 - Mérope. Um Auto de Gil Vicente

Lisboa, 1842 - O Alfageme da Santarém

Lisboa, 1843 - Elogio Histórico do Barão da Ribeira de Sabrosa

Lisboa, 1843 - Memória Histórica do Conselheiro Vieira de Castro

Lisboa, 1844 - Frei Luís de Sousa

Lisboa, 1844 - Autobiografia

Lisboa, 1844 - Carta sobre a Origem da Língua Portuguesa

Lisboa, 1845/50 - O Arco de Santana

Lisboa, 1845 - Memória Histórica do Conde de Avilez

Lisboa, 1845 - Flores Sem Fruto

Lisboa, 1845 - Catão

Lisboa, 1846 - Da Poesia Popular em Portugal

Lisboa, 1846 - Viagens na Minha Terra

Lisboa, 1846 - Filipa de Vilhena. Tio Simplício. Falar Verdade a Mentir

Lisboa, 1846 - Parecer da Comissão sobre a Unidade Literária: relatório

Lisboa, 1848 - Memória Histórica da Duquesa de Palmela

Lisboa, 1848 - A Sobrinha do Marquês

Lisboa, 1849 - Memória histórica de Mousinho da Silveira

Lisboa, 1850 - Protesto Contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa: abaixo-assinado

Lisboa, 1851 - Romanceiro II - III

Lisboa, 1851 - Carta ao Encarregado de Negócios da França

Lisboa, 1853 - Romanceiro I

Lisboa, 1853 - Lírica I

Lisboa, 1853 - Folhas caídas. Fábulas

Lisboa, 1854 - Camões

Capas de algumas obras publicadas por Almeida Garrett

Imagem:folhascaidas.jpg Imagem:Camoes.jpg Imagem:viagensnaminhaterra.jpg Imagem:liricadejoaominimo.jpg


Obra Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

A obra "Frei Luís de Sousa" é um drama,foi escrito em 1843 e publicado em 1844, é considerado a obra-prima do teatro romântico e uma das obras-primas da literatura portuguesa. Estreou publicamente em 1847, no Teatro do Salitre, mas num formato censurado - a versão integral só seria levada à cena no Teatro Nacional, posteriormente Teatro Nacional de D. Maria II, em 1850. O enredo, inspirado na vida do escritor seiscentista Frei Luís de Sousa, de seu nome secular D. Manuel de Sousa Coutinho, tem como pano de fundo a resistência à dominação filipina. Sete anos depois de o seu marido, D. João de Portugal, ter sido dado como morto na batalha de Alcácer Quibir, D. Madalena de Vilhena esposa de D. Manuel de Sousa Coutinho, de quem tem uma filha, Maria, com quem forma um lar virtuoso e feliz. A sua existência só é perturbada pelos tristes pressentimentos da frágil e sensível Maria e de Telmo, o velho aio, que continua à espera do regresso de D. João. Este aparece, disfarçado de romeiro, e dá a conhecer a sua verdadeira identidade. O desfecho é trágico: Maria morre na igreja, no preciso momento em que os seus pais professam. O crescendo dramático que envolve a ação culmina, assim, numa catástrofe, que é, todavia, de índole essencialmente psicológica e ideológica, conduzida com extrema sobriedade.Na célebre memória "Ao Conservatório Real" que acompanha a peça, Garrett define o drama como "a mais verdadeira expressão literária e artística da civilização do século", sobre a qual exerce, ao mesmo tempo, uma "poderosa influência". Ressalvando que a "índole" da sua composição pertence ainda ao "género clássico", critica o modo como na sua época se pretende fazer o drama, com um excesso de violência e de imoralidade, e alega ter desejado "excitar fortemente o terror e a piedade", usando de contenção e simplicidade.

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Obra Viagens na minha Terra de Almeida Garrett

“Viagens na Minha Terra”, pode ser considerado um romance contemporâneo. Um livro difícil de enquadrar em género literário, pelo hibridismo que apresenta, além da viagem que de facto acontece, paralelamente o autor conta um romance sentimental.

O conteúdo da obra, parte, como já dissemos, de um facto real, uma viagem que Garrett fez a Santarém e que teve o cuidado de situar no tempo. Além da viagem real, Garrett, faz nas suas divagações, várias viagens paralelas. Tantas e tais viagens, que numa delas o leva justamente, e pela mão de um companheiro de itinerário, a centrar-se no drama sentimental de Carlos e a”menina dos rouxinóis”- Joaninha.

O Romance resume-se, a intricada história, de uma velhinha com sua neta Joaninha. A menina –moça, tem um primo, filho da única filha da avó, que já falecera. A moça tinha por si só a avó. Todas as semanas, Frei Dinis, vinha visitá-las, e algumas vezes trazia notícias de Carlos, que já algum tempo, fazia parte do séquito de D. Pedro.

Só que a maneira como Frei Dinis falava de Carlos, dava para perceber algo, que só a idosa e Frei Dinis conheciam. Passara o ano de 1830, Carlos formara-se em Coimbra, e só então visitou a família, mas com muitas reticências em relação a avó e Frei Dinis. Carlos também pressentia que ele e a avó mantinham um segredo.

Carlos, nas suas andanças, já tinha eleito uma fidalga para ele: D. Georgina, mulher de fino trato.

No entanto a guerra civil progredia, eram meados de 1833. Os Constitucionalistas tinham tomado a Esquadra de D. Miguel, Lisboa estava em poder deles, e Carlos era um dos guerreiros da parte Realista.

Em 11 de Outubro, os soldados estão todos por volta de Lisboa, as tropas constitucionais vinham ao encalço das Realistas, e na batalha sangrenta, muitos ficaram feridos.

A casa de Joaninha foi tomada por soldados Realistas, que vigiavam a passagem dos Constitucionais.

Numa das andanças de Joaninha, por perto de casa, encontra Carlos, ele pede que não diga que ali está, mas abraçam-se e trocam juras de amor ali mesmo. Só que Carlos sabia que Georgina o esperava, e a sua mente tornou-se confusa, já não sabia se amava Georgina.

Com Carlos ferido e alojado perto do vale onde morava Joaninha, essa veio inúmeras vezes vê-lo, e ajudá-lo na enfermidade.

Certo dia Carlos depois de muita insistência de Joaninha foi ver a avó, e ficou surpreso da cegueira da mesma, por lá encontrou Frei Dinis, e quanto mais o olhava , menos gosto tinha.

Enquanto permaneceu por perto, Carlos e Joaninha mantiveram um tórrido romance.

Mas, Carlos, já refeito dos ferimentos seguiu para a tropa, e antes passa na casa da avó para se despedir. Implora que ela conte a verdade sobre o suspeito segredo. Então, Dona Francisca conta que o Frei Dinis é pai de Carlos, que a sua mãe morreu de desgosto, e para se defender, Frei Dinis mata o pai de Joaninha, e o marido da sua amante.

Com isso Carlos parte, deixando Joaninha desolada. Volta a viver com Georgina. Escreve à prima contando todo o seu romance com Georgina, o que para a moça foi um impacto terrível. Mais Tarde Carlos se fez Barão. Também abandona Georgina , que vira Abadessa.

Joaninha, enlouqueceu e morreu. Frei Dinis foi quem cuidou da velha senhora até á morte.

E assim o Comboio chega ao Terreiro do Paço, e Garrett finaliza mais uma das suas melhores obras.

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Bibliografia

Garrett,A.1994,Viagens na minha Terra,introdução por Maria Ema Tarracha Ferreira,8ª edição,Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses.

Garrett,A.1999,Folhas Caídas,introdução por J. Tomaz Ferreira,3ªedição,Publicações Europa-América,Sintra.

http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/portugues/portugues_trabalhos/almgarrettromant.htm

http://www.infopedia.pt/$frei-luis-de-sousa-(obra)

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